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Advogados e estudantes debatem ações de promoção da igualdade - Notícias

Data: 28/11/2019

É preciso construir uma rede de combate a todos os tipos de desigualdades. Esse foi um dos recados passados por Silvia Cerqueira, presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade (CNPI) do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), nesta quinta-feira (28), em Criciúma. Silvia e outros especialistas participaram, na sede da OAB Subseção Criciúma, do I Encontro Regional Sul de Promoção da Igualdade: o Advogado, a Democracia e as Ações Afirmativas.

Entre os temas tratados durante o dia, a presidente da CNPI destacou em sua fala de abertura a questão do preconceito racial que os negros – e mais especificamente os profissionais da advocacia negros – ainda sofrem no Brasil. “Quantos colegas e eu também já passamos por situações como, por exemplo, entrar em um tribunal para defender um cliente e nos perguntarem se nós somos os advogados. Isso já me aconteceu muitas vezes. Quando o meu cliente é branco e está de terno, então, eles já logo deduzem que ele é o advogado e eu sou a parte”, contou Silvia.

Ao dar as boas-vindas aos participantes do evento, o presidente da OAB Criciúma, Rafael Búrigo Serafim também enfatizou como ainda hoje acontecem tantos casos de discriminação. “É assustador o quanto ainda temos que conviver com o racismo, com as diferenças de salário entre homens e mulheres, com tantas desigualdades. Por isso a importância desse encontro. Então, eu parabenizo a Comissão de Direitos Humanos da OAB Criciúma, a Comissão Nacional, o Conselho Federal, por provocarem essa discussão”, disse Serafim.

A necessidade do debate também foi o foco da fala do conselheiro federal da OAB, Fábio Jeremias de Souza. “Não estamos aqui para agradar ninguém, estamos aqui para debater cidadania, igualdade, liberdades. Vamos tratar de todos os assuntos, mesmo que eles não agradem algumas pessoas”, afirmou o conselheiro e ex-presidente da OAB Criciúma.

Silvia reiterou que todos precisam se engajar nas ações de promoção da igualdade e que os profissionais da advocacia são parte fundamental nessa luta. “Nós precisamos de todos a favor das causas das minorias. E quando eu falo minorias, eu falo de representação, não de número, porque nós, negros, representamos 50% do nosso país. E nós não somos todos iguais, nós somos diferentes, o que nós precisamos é de direitos iguais. E se nós não nos valermos das ações afirmativas para conquistar essa equidade, nós não chegaremos lá”, pontuou a presidente da CNPI.

O evento desta quinta-feira ainda trouxe à discussão os temas “Mulheres e o Mercado de Trabalho, diante do Princípio da Igualdade e da divisão sexual do trabalho”, “O encarceramento: entre a (des)igualdade e inflição intencional de sofrimento”, “Direito da pessoa com deficiência: reconhecimento e desafios”, “Ações afirmativas e igualdade racial: perspectiva sociojurídica”, “O Princípio da Dignidade da Pessoa Humana e a Violência de Gênero” e “LGBTIfobia e a luta pela igualdade”.

 

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